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Coimbra Business School – É imprescindível investir na formação para aproveitar as oportunidades que a crise da Covid-19 está a abrir

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O longo percurso na Coimbra Business School | ISCAC levou-o a assumir a presidência desta prestigiada instituição em 2018. O Presidente, Professor Doutor Pedro Costa apresenta o caminho que imprimiu a esta instituição rumo ao sucesso, nacional e internacionalmente reconhecido.

Académico eterno e Presidente
Sou matemático de formação, doutorado em Engenharia Informática pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, professor da área de Informática na Coimbra Business School | ISCAC e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra, com interesse nas áreas de dependability and security benchmarking, software security, software fault tolerance, software fault injection e autor de vários artigos científicos em revistas e conferências internacionais.
Fui sendo membro de vários órgãos científicos e de gestão do ISCAC e, em 2008, sou nomeado para a presidência da escola como vice-presidente do mandato de Manuel Castelo Branco. Nesse mandato e nos seguintes, a Coimbra Business School | ISCAC passou a ser, indiscutivelmente, uma instituição moderna e uma referência a nível nacional. Com o projeto Coimbra Business School, o ISCAC bateu todos os recordes de número de alunos, de receitas próprias e de oferta formativa.
Com a conclusão desse ciclo, a minha candidatura foi o resultado de meses de reflexão, estimulados pelo contacto com muitas pessoas dentro e fora da escola e de dentro e fora do meio académico. Entendi que a minha experiência e a minha visão para a escola poderiam ser úteis para o seu desenvolvimento. E não estou desiludido: a Coimbra Business School | ISCAC é hoje, indiscutivelmente, uma instituição moderna, abrangente, de referência a nível nacional e internacional, com resultados inquestionáveis, quer ao nível da produção científica, quer no que concerne à procura de cursos conferentes de grau ou de formação executiva, passando pelo índice de empregabilidade dos seus diplomados. Motivou-me fazer crescer a CBS | ISCAC como uma referência na área das ciências empresariais, como uma escola de reflexão e de raciocínio, de ainda maior reconhecimento nacional e internacional, norteada por valores de liberdade, responsabilidade, independência, honestidade e integridade.

Ensino que é sinónimo de prestígio
A Coimbra Business School | ISCAC organiza-se como uma Escola-Empresa e tem na investigação aplicada uma das suas prioridades. A escola está também a criar um Centro de Investigação dedicado a ciências empresariais, tal como a gestão aplicada aos universos da saúde, das engenharias, das ciências agrícolas ou da educação. O nosso objetivo é o de criar ciclos de estudos de doutoramento.
A aposta na investigação é conjugada com o ensino feito em contexto empresarial, com os estudantes a resolverem problemas concretos em organizações reais. A Coimbra Business School tem mais de mil protocolos com organizações públicas e privadas, desenvolvendo, sempre que possível, formação em contexto empresarial – grandes empresas, PME’s, centros tecnológicos, polos de inovação. Por outro lado, os laboratórios da escola participam em redes de parcerias com organizações externas de relevo, de todo o país.
O mercado responde a esta qualidade dos estudantes garantindo-lhes, à saída dos seus cursos, taxas de empregabilidade muito elevadas, em média, 97 por cento, e não há nenhum curso com menos de 90 por cento de empregabilidade imediata.

A Coimbra Business School | ISCAC VS Covid-19
Foi como se uma nau apanhasse uma tempestade tremenda pouco depois de ter largado para uma longa travessia estratégica. Não foram só aulas, conferências e encontros científicos e culturais preparados ao longo de meses que ficaram sem efeito. Foi também a Business Week, a feira de emprego da Coimbra Business School, que vinha sendo organizada ao longo de quase um ano por uma equipa de Estudantes: mais de 600 ofertas de emprego e de estágios iriam ser oferecidos aos nossos finalistas, iríamos ter presentes a Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, o Vice-Presidente da CIP, Óscar Gaspar, Mário Parra da Silva, da Aliança ODS Portugal, entre outros convidados.
Decidimos suspender tudo, aulas presenciais incluídas. Foi aquele momento em que o timoneiro de uma nau vê outros navios da sua frota a parar, outros a voltar para trás e outros a manter a rota. É sobretudo nestas alturas que conta tomar decisões: mostrámos a nossa capacidade de saber ler a realidade, de antecipar o que se seguiria e de tomar medidas mais cedo. Antecipámos em quatro dias as medidas que o Governo viria a tomar posteriormente.
No caso da Coimbra Business School, o timoneiro correu o risco de tomar uma decisão que, num primeiro momento, foi mal recebida por muitos. Só passada uma semana ficou claro o acerto da nossa decisão.
Apesar de ter suspendido as aulas presenciais no dia 10 de março, a nau Coimbra Business School | ISCAC nunca ancorou. Esteve sempre aberta – respeitando, obviamente, as distâncias e as regras de segurança estabelecidas – e começou logo no dia seguinte à suspensão a ter aulas por videoconferência.
Depois foi navegando à vista, interpretando os sinais do país e do mundo, como é ensinado nas aulas de gestão. E, ao contrário de tantas instituições que tiveram de corrigir decisões iniciais e intermédias, a nau da Coimbra Business School teve sempre o mesmo sentido e o mesmo rumo. Os principais beneficiários desta rota segura, dessa estabilidade pedagógica, foram, natural e principalmente, os nossos estudantes, que puderam, eles próprios e as suas famílias, adaptar-se aos novos tempos, muitos deles, denunciando arrendamentos de quartos e regressando aos seus lares, contribuindo para o confinamento geral do país e a continuação das suas aprendizagens, agora em novos moldes.

O equilíbrio entre o ensino digital e o presencial
Não se podendo substituir o presencial pelo digital (à distância), esta nova experiência mostrou-nos como ambos os modelos se complementam, não se devendo prescindir de nenhum deles. Estou convicto que as relações professor-aluno, e de uma forma mais geral, entre pessoas, não serão as mesmas nos próximos anos: ninguém fica incólume a uma experiência intensa de digitalização. Ela torna-se estrutural.
O ensino superior terá de saber ficar com o que de melhor se fez na fase de confinamento e se está a fazer ainda hoje. Muitos aspetos deverão permanecer, por terem mostrado grande vantagem face ao paradigma de ensino presencial tradicional. Por outro lado, a experiência académica presencial é mais do que os conteúdos a lecionar e muito mais do que relação aluno-professor, sendo, por isso, imprescindível.
Ou seja, com ou sem pandemia, seja em que doses for, o ensino superior do futuro terá de ser um “mix” virtuoso entre ensino-presencial e ensino-digital, não temos dúvidas!

Repercussões mundiais
As consequências desta pandemia ainda estão por avaliar, pelo menos, na sua plenitude. Todos, ou quase todos, os países estão a adotar medidas semelhantes e – outro dado novo desta transição digital que estamos a viver em direto – todos estão a monitorizar o que se faz pelo mundo e a avaliar os resultados. Do nosso ponto de vista, a forma como os estudantes estão a ter acesso aos conteúdos tem muito que ver com a capacidade de inovação pedagógica que os seus sistemas de ensino em cada país tiveram capacidade de gerar. E, também, com as respetivas lideranças políticas e governamentais.

Dois anos de trabalho intenso e gratificante
Nos últimos dois anos o corpo docente da Coimbra Business School praticamente triplicou a produção científica, correspondendo da melhor forma à política de dispensa de docentes que a escola lançou para o desenvolvimento de trabalhos e de publicações: é um resultado do qual tenho particular orgulho.
Apoiámos a participação do nosso corpo docente em conferências nacionais e internacionais e atraímos muitos eventos científicos para a escola. A instituição, que em maio completou 99 anos de existência, quer agora reforçar a génese de escola-empresa apostando na investigação nas áreas da Gestão, Empreendedorismo e Inovação, entre outras.
O novo contexto que sairá da pandemia implicará também mudanças profundas nas áreas Comercial, Marketing e Logística, que, pela pertinência atual, já estão presentes no ensino e pela investigação realizada na escola. As novas pós-graduações que apresentámos este ano vão dos Direitos Humanos e Bioética em Contexto Ibérico até à Responsabilidade Socioambiental e Gestão Estratégica da Sustentabilidade, passando pelo Branding Territorial e pelas Ciências Políticas.
Apresentámos também, como novidade, dois novos MBA: um no setor vinícola, que manifestou fortes necessidades na área da gestão – MBA em Global Wine Business e outro na área da Gestão de Mudança – How to be a Business Game Changer (MBA).
A CBS Executive está a aumentar quota nos países de língua oficial portuguesa, ao mesmo tempo que o seu corpo docente atrai estudantes em Lisboa, Figueira da Foz e Porto. Para o ano de 2020/2021 aumentámos a oferta formativa específica para o atual contexto do país e do mundo face à pandemia Covid-19. Na Figueira da Foz temos uma pós-graduação em Economia e Gestão Industrial, em parceria com o ISEC, parte dela lecionada nas instalações dos nossos parceiros CELBI/Altri e Porto da Figueira da Foz.

Rumo ao futuro com a Coimbra Business School | ISCAC
A minha mensagem é citar Rahm Emanuel, o chefe de campanha de Barack Obama em 2008: “Nunca se deve desperdiçar uma crise para criar uma oportunidade”. Os próximos anos vão ser muito desafiantes porque irão cruzar o acelerar da transição digital a todos os domínios com uma crise social e económica severa. Apenas os que se prepararem bem para enfrentar esta crise poderão criar as oportunidades para saírem dela como vencedores. A Coimbra Business School | ISCAC está cá para contribuir para a preparação dessas lideranças, com capacidade para vencer.

www.cbse.iscac.pt