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Lundbeck – Investigação ao serviço da saúde mental e neurológica

Sara Barros
Tempo de leitura: 4 minutos

Sara Barros, Country Manager da Lundbeck Portugal, apresenta o trabalho desenvolvido por esta farmacêutica centenária, demonstra como estão preparados para responder aos novos desafios da saúde mental e neurológica e reforça que trabalham “para reduzir o impacto socioambiental das doenças mentais, doenças graves e com risco de vida (…) portanto, é necessário que a investigação não pare, para responder a necessidades ainda não satisfeitas”.

A Lundbeck existe desde 1915 e está no mercado nacional há quase duas décadas. Apresente o atual universo Lundbeck.
A Lundbeck é uma das únicas empresas farmacêuticas do mundo dedicada exclusivamente à investigação e desenvolvimento de medicamentos inovadores para doenças mentais, a fim de responder às necessidades ainda não atendidas em patologias como a depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, doença de Alzheimer, doença de Parkinson e transtorno por uso de álcool. Está sediada na Dinamarca e encontra-se presente em mais de 50 países. Os nossos medicamentos inovadores e pioneiros continuam a fazer a diferença na melhoria da qualidade de vida de 700 milhões de pessoas que, segundo a OMS, sofrem de doenças mentais em todo o mundo.
Setenta por cento da companhia pertence à Fundação Lundbeck que administra a empresa e financia a investigação e o desenvolvimento. Para além do nosso compromisso com a investigação – como é exemplo o Brain Prize, o principal prémio mundial em investigação na área do cérebro, no valor de 1 milhão de euros, concedido anualmente, desde 2011, como parte do trabalho da Fundação Lundbeck – também desenvolvemos programas de formação e divulgação das doenças mentais, independentemente das ações comerciais da companhia.

A Lundbeck é, como referiu, a única empresa farmacêutica no mundo totalmente integrada e dedicada exclusivamente ao tratamento de doenças mentais e neurológicas. O que vos leva a manter esta unicidade?
Um em cada seis europeus sofre de uma doença mental, ou seja, 84 milhões de pessoas na União Europeia. As doenças mentais custam 600 mil milhões de euros, mais de 4 por cento do PIB, de acordo com a OCDE. Na Lundbeck, trabalhamos para reduzir o impacto socioambiental das doenças mentais, doenças graves e com risco de vida que afetam a qualidade de vida dos doentes e das suas famílias; portanto, é necessário que a investigação não pare, para responder a necessidades ainda não satisfeitas. Com a nossa posição única como especialistas em psiquiatria e neurologia, podemos aumentar a consciencialização sobre as doenças mentais e desafiar a agenda internacional para uma aceitação mais ampla dos doentes, para que venham a ter mais oportunidades para um melhor tratamento. Na Lundbeck, questionamo-nos porque é que quase 50 por cento das pessoas com doenças mentais não recebem tratamento? Porque é que as pessoas com doenças mentais vivem 10 a 20 anos menos que as outras? Porque é que mais de 70 por cento das pessoas que vivem com doenças mentais sofrem discriminação? Por estas questões mantemos um compromisso com a consciência social e a melhoria do conhecimento por toda a sociedade, com o objetivo de erradicar o estigma e a exclusão social. Assim, podemos contribuir para o diagnóstico precoce, o acesso ao tratamento e à adesão à terapêutica, pilares fundamentais para a recuperação completa dos doentes.

Quais os principais desafios que o tratamento na área da Saúde Mental enfrenta atualmente em Portugal?
Quando a pandemia se instalou uma das nossas principais prioridades foi a de assegurar o abastecimento dos nossos medicamentos, para que estes pudessem chegar às farmácias e, consequentemente, à população em geral. Empenhámo-nos em garantir que não havia interrupções ao fornecimento normal neste período. No entanto, em Portugal, a escassez de medicamentos, que coloca os doentes em risco, é seguramente um dos maiores desafios que encontramos atualmente. As razões para o problema são complexas e incluem vários fatores, nomeadamente o comércio paralelo legal e os picos inesperados na procura. Outra questão fulcral é a da equidade no acesso aos medicamentos. Um exemplo é a luta que a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental trava com a proposta de alteração do regime de comparticipação de alguns tratamentos para que estes se tornem acessíveis a todos os doentes, como já é o caso de algumas doenças crónicas como a psoríase, artrite reumatoide, esclerose múltipla ou hepatite C. Esta é uma população de doentes muito frágil com dificuldade de expressão e de reivindicação pelo que deveria ser mais protegida.

Existem alguns medicamentos anti-psicóticos, anti-demênciais ou anti-depressivos, como o Cipralex, que têm uma eficácia mundialmente reconhecida e que foram desenvolvidos pela Lundbeck. Acredita que ainda há caminhos por explorar dentro das doenças psiquiátricas e neurológicas e novas formas de melhorar a qualidade de vida dos doentes?
Seguramente que sim. Há um caminho longo a percorrer porque estas classes de medicamentos são relativamente recentes. Existem ainda muitas necessidades não satisfeitas em patologias como a depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, doença de Alzheimer ou a doença de Parkinson. A Depressão, por exemplo, é reconhecida pela OMS como a principal causa de incapacidade no mundo. Globalmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão e quase 800 mil pessoas morrem todos os anos por suicídio. Os números mostram claramente que o peso da depressão vai provavelmente aumentar nos próximos anos. Se pensarmos bem, as consequências da pandemia irão ser catastróficas para muitas pessoas e a qualidade da saúde mental vai ressentir-se. Na Lundbeck estamos inteiramente dedicados a restaurar a saúde mental, para que cada pessoa possa estar no seu melhor e hoje colocamos no mercado novas opções terapêuticas, mais inovadoras, mais eficazes e com um perfil de segurança mais favorável, fruto da investigação contínua ao longo dos últimos anos. A questão dos efeitos secundários é fundamental para a adesão à terapêutica anti-depressiva e, hoje em dia, os medicamentos disponíveis já nada têm que ver com os que se utilizavam há 20 anos. No entanto, todos os dias nos esforçamos para melhorar o tratamento e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com doença mental e neurológica.

www.lundbeck.com