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Sanofi, Líder na luta contra a COVID-19

Tempo de leitura: 7 minutos

Francisco del Val, Diretor-Geral da Sanofi Portugal, designa a estratégia atual da farmacêutica: Play to Win. Criativos e inovadores no desenvolvimento e apresentação de novos medicamentos para o tratamento e prevenção de várias doenças graves, desafiaram-se internamente ao investirem na descoberta de uma vacina para a COVID-19 e “na procura de soluções que ajudem a conter o seu impacto e a prevenir futuros eventos”, reforça Francisco del Val.

O impacto da COVID-19 na vida dos cidadãos, por todo o mundo, é indiscutível. Com uma área de I&D considerada como uma das melhores do mundo, a Sanofi aproveitou este e outros recursos próprios para responder de que forma a esta pandemia?
Desde o início da pandemia que a Sanofi tem desempenhado um papel de liderança na luta contra a COVID-19 e na procura de soluções que ajudem a conter o seu impacto e a prevenir futuros eventos. A nossa prioridade é clara: concentrar os nossos esforços onde podemos efetivamente fazer a diferença para apoiar doentes, sistemas de saúde e profissionais de saúde. É essencial destacar que tudo o que fazemos, em estreita colaboração com as autoridades de saúde, tanto a nível local como global. Em colaboração com autoridades de saúde e parceiros internacionais, a Sanofi pertence ao grupo restrito de empresas do mundo a trabalhar na investigação de candidatos à vacina contra a Covid-19.
A resposta da Sanofi na investigação de uma vacina para a Covid-19 assenta em duas abordagens tecnológicas diferentes. A tecnologia de DNA recombinante, em colaboração com a GSK, que contempla uma vacina que permite produzir industrialmente grandes quantidades de antígenos, proteínas injetadas para estimular a resposta do sistema imunológico ao vírus. A tecnologia RNA mensageiro, em colaboração com a TranslateBio, que está a desenvolver uma vacina que leva as células do corpo humano a fabricar antígenos do vírus, aos quais o sistema imunológico reagirá. No entanto, os esforços da Sanofi no combate à Covid-19 não se esgotam apenas na procura de uma vacina. A companhia tem investido em parcerias que visam ajudar no diagnóstico e no tratamento da patologia.
A Unidade de Consumer Healthcare e a Luminostics assinaram um acordo de colaboração com o objetivo de criar uma solução revolucionária de autodiagnóstico da Covid-19. A Luminostics contribuirá com a sua tecnologia patenteada para a realização de testes Covid-19 à população, enquanto a Sanofi partilhará a sua experiência e aptidão em testes de investigação clínica. O objetivo é conseguir uma solução para smartphones, de modo a aliviar a atual situação de saturação vivida pelos profissionais de saúde que realizam estes testes ou os laboratórios de diagnóstico.
A companhia tem colaborado com os governos e as autoridades de saúde a nível mundial, na investigação do potencial uso de outros medicamentos já comercializados como o seu medicamento antimalária ou um anticorpo monoclonal no tratamento da Covid-19 e também doando medicamentos que possam eventualmente contribuir para o tratamento de Covid-19. A Sanofi fez uma doação de 100 milhões de doses de hidroxicloroquina em 50 países de todo o mundo.
Gostaria também de destacar o trabalho que tem estado a ser feito localmente pelas diversas áreas da Sanofi na rápida adaptação a esta nova normalidade que vai desde as novas formas de trabalhar em remoto, de comunicar com os nossos principais stakeholders e no avanço a nível digital a que todos assistimos.
As nossas pessoas têm estado junto de profissionais de saúde e de associações de doente mantendo o contacto e o apoio, em termos de informação e sensibilização, junto dos investigadores para assegurar a continuidade dos nossos ensaios clínicos e junto de armazenistas e farmácias para assegurar o abastecimento dos nossos medicamentos aos doentes e consumidores em geral. Só através da união de esforços e diria mesmo de solidariedade é possível dar resposta e encontrar soluções para assegurar a nossa atividade no dia a dia.

Os doentes e a comunidade médica poderão ficar descansados quanto à investigação e desenvolvimento noutras áreas relevantes da saúde pública e da qual a Sanofi se destaca, mesmo estando concentrados na procura de uma cura para a COVID-19?
Somos uma companhia biofarmacêutica global líder no tratamento e na prevenção de doenças. Os nossos valores assentam, portanto, na aposta contínua em I&D para o desenvolvimento de novos tratamentos capazes de controlar, prevenir e erradicar patologias a nível global.
Portugal tem sido uma prioridade para a Sanofi na condução de ensaios clínicos nas áreas de Oncologia, Neurologia, Doenças Raras e Imunologia. Têm sido desenvolvidos diversos projetos-piloto que trazem um acréscimo de responsabilidade e ownership ao nosso país. Nos próximos anos, a nossa unidade de ensaios clínicos estima investir mais de 7,5 milhões de euros em Portugal. Consideramos que o nosso país está bastante recetivo a este tipo de investimentos e que desenvolverá ainda mais e melhores condições para nos apoiar neste esforço, que deve ser conjunto.
De forma a minimizar o impacto nos estudos clínicos em curso, a nossa Unidade de Ensaios Clínicos continua a trabalhar todos os dias, em colaboração com os investigadores portugueses e seguindo as indicações das autoridades de saúde, para dar seguimento aos cerca de 23 ensaios clínicos que permitem que 254 doentes continuem a receber medicamentos inovadores.
No que se refere à atração de investimento para Portugal e valorização dos investigadores portugueses, temos também um acordo de parceria com o reputado internacionalmente, Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), em Oeiras, no valor de dois milhões de euros, com um laboratório satélite Sanofi, onde são desenvolvidas duas linhas de investigação básica e com uma equipa de investigadores dedicada. Com esta investigação procuramos desenvolver soluções de biotecnologia que representem evolução da investigação a nível mundial e apoiar o desenvolvimento do pipeline de investigação da Sanofi e tentar, assim como reduzir o tempo necessário na linha principal de investigação.
Trabalhamos ainda para assegurar a continuidade da produção dos nossos produtos e para isso, contamos com uma forte rede de 34 fábricas na Europa que estão totalmente operacionais, com pouca dependência de substâncias ativas externas (menos de 7% de nossas APIs são originárias da China). Graças aos nossos colaboradores temos a possibilidade de manter 95% da nossa produção, de forma a que os doentes que precisam de nossos medicamentos, alguns deles totalmente críticos para o tratamento da sua doença, possam ter acesso aos mesmos.

Apresente os objetivos a curto prazo da Sanofi.
O intuito da Sanofi é acelerar o acesso dos doentes a soluções terapêuticas inovadoras, com base em quatro princípios inerentes à nova estratégia da companhia: simplificação, abertura, parcerias e biotecnologias. Isto só é possível graças a uma área de investigação e desenvolvimento que é considerada uma das melhores do mundo.
Em termos de pipeline, a Sanofi ganhou liderança e mudou a prática da medicina em áreas como a diabetes e as doenças cardiovasculares. O legado e a experiência da Sanofi no desenvolvimento e investigação permitem-nos, hoje, ser parte da solução no combate à COVID-19, através do desenvolvimento de uma vacina em parceria com a GSK e que avançou recentemente para ensaios clínicos de Fase 1/2. Esta vacina é uma possível resposta para um dos maiores desafios de saúde globais que já vivemos e em que a prioridade é proteger a população. Paralelamente, caminhamos para o desenvolvimento em novas áreas onde podemos alcançar resultados promissores com medicamentos que poderão transformar a vida das pessoas e onde ainda existem necessidades médicas como a oncologia, hematologia, doenças raras e neurologia.
Play to Win, é a designação da estratégia atual da Sanofi que mantém como prioridades a entrega de medicamentos inovadores em áreas como a dermatite atópica, as vacinas ou a esclerose múltipla. A Sanofi fortaleceu recentemente a área de I&D com a Principia Biopharma, expandindo o portefólio e acelerando a investigação de inibidores BTK, com potencial em doenças como a esclerose múltipla recidivante e a disponibilização da inovação aos doentes que mais dela necessitam.
Face às constantes mudanças na indústria, às necessidades de cuidados de saúde e desenvolvimentos científicos, realçamos o objetivo de diferenciar e procurar parcerias externas e aquisições para que o negócio cresça e se desenvolva.
Em termos económicos, a nossa companhia está a trabalhar num plano de eficiência que resulta de iniciativas de limitação do investimento em negócios não prioritários e da gestão da excelência operacional na produção e produtividade organizacional com vista a obter poupanças para investir na nossa investigação e em áreas estratégicas.
No que se refere à forma como trabalhamos, a Sanofi será estruturada em três unidades de negócios globais principais para apoiar a estratégia da empresa: Cuidados Especializados (imunologia, doenças raras, doenças raras hematológicas, neurologia e oncologia), Vacinas e Medina Familiar (diabetes, produtos cardiovasculares e produtos estabelecidos). A Consumer Healthcare será a médio prazo uma unidade de negócios independente, com funções integradas de Investigação e Desenvolvimento e produção.
Por fim, destaco também a mudança cultural que estamos a viver, assente na autonomia e responsabilidade individual. Estamos a viver o momento certo para estimular a curiosidade e de nos desafiarmos, de lutar pelo melhor, de colocar, mais do que nunca, o doente no centro das nossas decisões e de sermos uma companhia onde as pessoas trabalham porque criam valor e são reconhecidas por isso.
Com mais de 100 mil colaboradores, distribuídos por 100 países e pelos cinco continentes, a transformar diariamente inovação científica em soluções de saúde. Em Portugal somos cerca de 150 pessoas com o claro compromisso de dar o seu melhor contributo pela saúde dos portugueses.

A Sanofi Pasteur tem legado reconhecido na investigação e produção de vacinas

Helena Freitas, General Manager da Sanofi Pasteur em Portugal, apresenta a sua perspetiva e descreve a evolução da investigação com vista à descoberta de uma cura/vacina para a COVID-19 e realça “prevemos que poderemos obter a aprovação de duas vacinas em 2021”.

Muito se tem especulado quanto ao tempo que demorará para ser descoberta uma cura/vacina para a COVID-19. Neste sentido e numa fase em que a cooperação é essencial, o apoio de entidades externas tem sido uma realidade?
Uma das missões da indústria farmacêutica é disponibilizar inovação. A Sanofi mantém o compromisso com a investigação de uma vacina para a Covid-19, focando-se na centralização de esforços onde a companhia pode fazer a diferença para apoiar doentes, sistemas de saúde e profissionais de saúde.
No que se refere a vacinas em concreto, a Sanofi com a sua divisão de vacinas Sanofi Pasteur tem um legado reconhecido na investigação e produção de vacinas. Em relação à investigação de uma vacina contra Covid-19, anunciamos recentemente a aceleração de testes clínicos para chegar ao mercado mais rapidamente e a assinatura de um acordo de 425 milhões de dólares para alagar a nossa parceria com uma empresa de biotecnologia.
O início de um ensaio clínico de Fase 1/2 para uma vacina que a Sanofi está a desenvolver junto com a GSK está previsto para o segundo semestre. E um primeiro estudo da vacina em humanos, que está em desenvolvimento pela Translate Bio, com base a tecnologia mRNA, terá o seu início no quarto trimestre deste ano.
No início, quando entrámos na luta para descobrir uma vacina contra a Covid-19, em meados de fevereiro, estimámos que levaríamos três a quatro anos para o seu desenvolvimento, hoje prevemos que poderemos obter a aprovação de duas vacinas em 2021.
Obviamente que o apoio de entidades externas é fundamental na luta contra a pandemia, seja através de parcerias com outras companhias da indústria farmacêutica, seja através de protocolos com entidades de saúde, como por exemplo a BARDA, parte do Gabinete de Resposta do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos. Só em conjunto poderemos encontrar soluções e dar resposta à necessidade urgente de encontrar uma vacina contra a Covid-19. Entretanto, é importante eliminar outras doenças preveníveis pela vacinação, como a gripe, para evitar futuras complicações e a diminuição da resposta do sistema imunitário.