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ZOME – Crescimento sustentável aliado à inovação imobiliária

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Em 2019, a ZOME nasce com o objetivo de proporcionar ao cliente “a melhor experiência imobiliária do mundo”. Patrícia Santos, CEO da Zome, esteve à conversa com a Revista Qualidade & Inovação onde falou sobre projetos que  fazem a diferença no presente e no futuro do setor imobiliário em Portugal. 

A ZOME é uma empresa de mediação imobiliária 100% portuguesa que tem vindo a ter um enorme crescimento e reconhecimento. Como surgiu esta oportunidade de crescer e expandir em Portugal?

A Zome é uma empresa 100% portuguesa que foi criada em 2019, nascendo da fusão de duas empresas de referência do setor imobiliário que estão no mercado há mais de 20 anos. Estes primeiros dois anos têm sido marcados por um crescimento relevante, mesmo com a adversidade de um contexto de pandemia no qual, mais uma vez, a Zome demonstrou a sua agilidade e a sua capacidade de resposta, colocando ao serviço dos seus colaboradores as ferramentas necessárias para que prosseguissem com a sua atividade, mesmo sem sair de casa.

Em pleno contexto de pandemia, lançámos duas plataformas inovadoras, a Zome NOW, através da qual o cliente pode formalizar uma reserva e também a Zome GO, que permite ao proprietário que quer vender o seu imóvel iniciar o processo de forma totalmente digital. Ferramentas fundamentais para que continuássemos a crescer apesar das limitações impostas a todas as atividades, ao longo dos últimos meses. 

Em 2020, a Zome mediou 4500 transações e gerou um volume de negócios superior a 18 milhões de euros. A empresa tem atualmente mais de 1200 colaboradores repartidos em 21 hubs na Península Ibérica.

Acreditamos que este crescimento em Portugal e também já no mercado espanhol reflete que, de facto, a Zome tem características diferenciadoras no setor e que estas estão a ser bem recebidas. 

Celebraram, em abril, o segundo aniversário e as preocupações sociais não são deixadas de parte. Que desafios estão a desenvolver na ótica da responsabilidade social?

Nascemos com o propósito de proporcionar aos nossos clientes a melhor experiência imobiliária do mundo e, dessa forma, ajudar a mudar vidas. Nesse sentido, temos também preocupações sociais que são incontornáveis. A título de exemplo, em abril, festejámos o nosso segundo aniversário a pedalar por uma causa social: durante três dias, os nossos hubs tiveram uma bicicleta estática à disposição de quem quisesse percorrer o máximo de quilómetros possível para que fosse angariado dinheiro com o intuito de comprar cadeiras de rodas elétricas para pessoas com necessidades financeiras. Tivemos resultados relevantes, uma vez que conseguimos percorrer o equivalente a uma viagem de ida e volta entre Lisboa e Paris. No total, foram angariados mais de 14 mil euros que permitiram mudar cinco vidas. 

Além disso, no final de abril, patrocinámos o concerto solidário “All Together Now”, no Coliseu do Porto, cujas receitas reverteram para o IPO e onde foram recolhidos bens alimentares para a União Audiovisual.

De que forma a ZOME pretende promover a mudança de paradigma e a diferença no setor imobiliário em Portugal?

A Zome tem uma forma de ser e de estar diferente no setor imobiliário. Não queremos ser a maior rede de mediação imobiliária, mas sim a melhor. Acompanhamos permanentemente os nossos colaboradores, porque acreditamos que é isso que contribui para o seu desenvolvimento pessoal e também para o desenvolvimento deste setor. Além disso, apostamos permanentemente na inovação e na tecnologia. Em 2021, uma das nossas bandeiras diz respeito à credibilização do setor da mediação imobiliária. Nesse sentido, lançámos recentemente a Academia Startup, um programa de treino com quatro meses de duração, que tem como objetivo imprimir rotinas de disciplina e hábitos que um empresário de sucesso neste setor precisa de desenvolver, ao mesmo tempo que são também abordados diferentes temas de relevo para quem tem esta profissão que implica conhecimentos em várias áreas.

Por outro lado, acreditamos que há um desequilíbrio entre as obrigações e as competências exigidas ao mediador para poder entrar na profissão. O Governo deve estabelecer um conjunto de requisitos mínimos necessários para ingressar na carreira e, dessa forma, assegurar que esse trabalho é bem executado. Defendemos a necessidade de mais regulamentação no setor pois, de facto, não faz sentido que por exemplo haja imobiliárias a trabalhar com taxas de comissão tão díspares, havendo muitos exemplos de empresas que não oferecem qualquer serviço de valor acrescentado aos seus clientes, mas que competem pelos preços baixos. Será algo que vai beneficiar todos os intervenientes.

Criaram um novo modelo de evolução de carreira. Em que consiste o modelo e com que objetivo foi criado?

O acompanhamento contínuo e permanente que damos aos nossos colaboradores é claramente diferenciador no mercado. Lançámos, este ano, um modelo único de evolução de carreira, que engloba 4 etapas de desenvolvimento. Tem início com o Azimute Zero, a nossa formação inicial, na qual o consultor inicia a sua jornada e onde terá de prestar provas das competências adquiridas para poder prosseguir. Imediatamente a seguir, já inserido nas equipas de trabalho, integra um segundo nível de formação, a Academia Startup, sendo o seu progresso individual analisado semanalmente para podermos ajustar o conteúdo formativo à sua medida. Depois de finalizar com sucesso a Academia Startup já se encontrará na fase de consultor produtivo, começando aí a receber formação mais avançada, de acordo com as suas necessidades, que o levarão, naturalmente, a seguir um percurso profissional que lhe permitirá formar a sua própria equipa imobiliária, beneficiando aí novamente de formação exclusiva da Zome que o prepara para liderar essa equipa, tanto do ponto de vista técnico como através do reforço das suas soft-skills.

A formação deve estar sempre presente nas empresas, principalmente neste setor. De que modo a ZOME encoraja os mais jovens (até de outras áreas) a entrar no setor imobiliário? 

A aposta na formação é um dos pilares da Zome e é mais um dos investimentos que fazemos nas nossas pessoas que são o nosso principal ativo. Acreditamos que, através de formação, os nossos colaboradores terão as melhores ferramentas para enfrentar os vários desafios profissionais que têm pela frente. E esta aposta é destinada a todos, não apenas aos jovens. Defendemos que formar pessoas é preparar o sucesso de uma empresa, uma vez que, que quanto mais qualificado for o trabalhador, mais produtivo este se pode tornar e, consequentemente, mais rentável será para a empresa. Também este nosso posicionamento reflete a nossa forma de estar diferente no mercado e acreditamos que isso tem vindo a ser, e será cada vez mais, reconhecido por todos aqueles que queiram entrar nesta atividade.

Com vários hubs pelo país, o que podemos esperar para o futuro da ZOME?

Como já referi antes, não nos deixámos abater pelo contexto provocado pela Covid-19. Prova disso é que, apesar de todas as questões provocadas pela crise sanitária, a Zome conseguiu continuar a crescer e consolidar-se no setor da mediação imobiliária. E o que podem esperar da Zome no futuro é que este crescimento se mantenha de forma sustentada. Para 2021, definimos objetivos ambiciosos: pretendemos chegar aos 52 hubs a nível ibérico, queremos fechar o ano com cerca de 1500 colaboradores e superar os 27 milhões de euros de faturação.